sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Ditos Populares 3 (Do Sul)



Fotos: Potro (omelhrodeportugalestaaqui.blogspot.sapo.pt) Xarope (longe.obviousmag.org)


1) Mais nervoso que potro com mosca no ouvido.

2) Mais faceiro que mosca em xarope.

3) Extraviado que nem chinelo de bêbedo.

3) Mais chato que corvo em vaca atolada.

4) De boca aberta que nem burro que comeu urtiga.

5)Quente que nem frigideira sem cabo.

6) Mais sujo que pau de galinheiro.

7) Tranquilo que nem água de poço.

8)Mais gorduroso que telefone de açougueiro.

9) Mais informado do que gerente de funerária.

10)Quem revela a fonte é água mineral.

Obs.: Aqui em Minas Gerais conhecemos urtiga por cansanção.

Fonte: Estes ditos me foram enviados, através do facebook, pela amiga querida Eliane Montezano de Esteio (RS).





Ditos Populares 2



Fotos: Galo (sociedadedosanimais.blogspot.com), Peneira (foto de Dirlei Piovesana)


1) Sol e chuva: casamento de viúva.

2) Escreveu e não leu, pau comeu.

3) Estar tampando o sol com a peneira.

4) Quem planta ventos colhe tempestade.

5) O galo onde canta, janta.

6)Não me olhe de banda que não sou quitanda.

7) É da pá virada.

8) Quem fala demais dá bom dia a cavalo.

9) Viúva é como madeira verde, chora mas pega fogo.

10) A César o que é de César.

Obs.: Quitanda, para nós mineiros, são bolos, biscoitos, broas, bolachas e etc. Antigamente em toda as fazendas tinham os fornos de casa de cupim, onde se assavam estas guloseimas e se dizia que "tal dia seria o dia de se fazer quitandas"

Fonte: Recebi via WhatsApp estas colaborações da querida amiga e blogueira Vera Neto de São Sebastião do Paraíso (MG). Acessem e leiam o blog da Vera, recomendo, é maravilhoso:  http://blogdatitiavera.blogspot.com.br/

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Rituais 1 - Cosimento de Carne Rasgada, Nervo Torcido e Osso Quebrado




Fotos: Benzedeira (lendasdacaissa.blogspot.com) e Costura (vidadoartesao.com.br)

Inicia-se o ritual com o Sinal da Cruz.

Com uma agulha, linha e um pedaço de tecido, preferencialmente novo, vai se costurando o pano e dizendo: "Com o auxílio das Três Pessoas da Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, eu costuro carne rasgada, nervo torcido e osso quebrado" fazendo uma cruz sobre o corpo da pessoa que está com o  "incômodo", costurando o tecido e rezando o Pai Nosso.

Para finalizar reza-se mais uma vez: "costuro carne rasgada, nervo torcido e osso quebrado".

Se for preciso, repetir por três dias, sempre antes do por do sol e nunca em dias santos, sábados ou domingos.

Obs.: Dizem os antigos que só fará efeito o benzimento se o Iniciado o fizer depois do desencarne (morte) daquele que lhe ensinou.

Fonte: Este ritual me foi enviado por e-mail por Neli Ascari Krahl de Campos Novos (SC).


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Superstições 2



Fonte: Abacaxi (alfredojorge.wordpress.com); Espelho (cloestilo.blogspot.com)

1) Falar palavrão (quando é noite o diabo passa o rabo de fogo na boca);

2) Quebrar espelho e Matar gato (sete anos de má sorte);

3) Negar o que se está comendo à mulher grávida (faz surgir bonitinha no olho - terçol);

4) Deixar os sapatos virados para baixo (está desejando a morte da mãe);

5) Costurar roupa no corpo (morte na certa para o dono da roupa);

6) Vestir roupa do avesso (se bicho picar, não tem cura);

7) Comer abacaxi e tomar água (fere a boca);

8) Comer manga e tomar leite (morre);

9) Assistir a passagem de enterro (causa morte na família);

10) Pronunciar a palavra desgraça –“o nome da pelada”- (Para cada vez que se pronuncia Nossa Senhora fica três dias ajoelhada e chorando no céu).

Obs.:  2) Matar gato e qualquer outro ser vivo é uma covardia sem tamanho e a má sorte deveria ser para sempre.
 
5) Para se evitar a morte da pessoa a quem se cose a roupa no corpo é preciso fazer a seguinte imprecação:

" Coso o vivo, mas não coso o morto. Coso a roupa de (dizer o nome da pessoa)."

8) Esta crendice surgiu na época do Brasil Colônia e foi fomentada pelos senhores. Como eram abundante as mangas e os escravos as comiam, criou-se esta história para evitar que eles bebessem o leite. Pura maldade.

9) Aqui na roça as pessoas normalmente se persignam e, em sua maioria, se afastam das pessoas que dizem "o nome da pelada". Não é de bom alvitre dizê-la pois além da força que as palavras possuem, na verdade, quem está em desgraça está afastado das graças de Deus.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Linguajar Caipira 1



Fontes: Cão (guiapetecia.com.br) e Queda (zum.com.br)


É notório que aqui na roça o povo, além de falar pouco, tem muita vergonha de admitir certas verdades para os outros. Daí criarmos uma série de eufemismos para evitar constrangimentos:

1) Ajuda – “dijutório”;

2) Apertar – “esgremer”;

3) Aparecer – fazer vista;

4) Bicho de pé – estrepe de porco;

5) Cachorro magro – janeiro;

6) Cair – matar tatu;

7) Comer a se fartar – encher o “pandu”;

8) Defecar – amarrar um gato; passar um telegrama; bater um barro;

9) Dormir – Capitão do Mato roubou; puxar uma palha;

10) Enrolar – “catiar marra”;

11) Ficar grávida sem casar – comer a merenda antes do recreio;

12) Fome – estar com o rato roendo no paiol;

13) Gripe – “defruceira”;

14) Mulher bonita – tocão;

15) Mulher gorda – tocão;

16) Negociar – cortar uma catira; fazer uma misturada;

17) Passar Fome – estar numa magrela;

18) Se dar bem num negócio – passar a manta;

19) Urinar – verter;

20) Vomitar – lançar.

Simpatias 3 - Para Crescer os Cabelos



Fonte: Moça (meninasdejesus.blogspot.com) e Lua (ccvalg.pt)

Em noites de lua crescente, assim que a lua despontar no horizonte, fazer a imprecação:

"A benção dindinha lua
que Deus lhe dê formosura.
Faça com que meu cabelo
cresça até à cintura!"

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Beberagens 1 - Chá da Flor do Mamão


Fotos do Autor

Na roça era nosso costume, quando crianças e mesmo de alguns adultos, às vezes, exagerarmos numa comida de que gostávamos ou de algo de difícil digestão. E, invariavelmente, passávamos mal. Os pais diziam que a gente estava perrengue, que havíamos "levado coice do caldeirão". Raramente nos tratávamos com drogas de farmácia, para estes males, o comum era tomar o chá da flor do mamão com bicarbonato de sódio.

Modo de preparar:

Apanhava-se três ou quatro flores do mamoeiro, lavava-as na água da bica e as cozinhava, ou colocava em infusão em água fervendo, quando o chá estava morno (ao ponto de não queimar a boca) adicionava-se um "cabo de garfo" de bicarbonato de sódio. Estava pronta a beberagem.

Obs.: Aquelas crianças "niquentas" que não gostavam de tomar o chá, as seguravam, apertavam o nariz e quando esta abria a boca para respirar, viravam-lhe o chá, à força, goela abaixo. Isto era o último recurso antes do piraí.

Niquentas - pirracentas, manhosas, "cheias de partes",
Piraí - chicote de couro cru.